As uniões homoafetivas: um desafio para o serviço social
O SEVIÇO SOCIAL
IRENILDE AZEVEDO DE PAULO
MIDIANE DA CRUZ MELO
O presente Artigo atrelado à disciplina Direito e Legislação Social, da grade curricular do curso de Serviço Social, tem por objetivo analisar trajetória e natureza do Serviço Social, bem como suas demandas na modernidade dentre elas a constituição de famílias homoafetivas, assim toma-se por objeto de estudo a postura do Serviço Social frete a essa nova demanda, assim como o desafio da categoria profissional de lidar com seus próprios preconceitos, valores, cultura, ética, moral, costumes. Para isso recorre a leitura do Código de Ética profissional de 1993, que por sua vez garante a liberdade, autonomia e emancipação humana, isso porque o Serviço Social por ser uma profissão que vive em constante tensão como o eu profissional e suas atribuições impostas pela sociedade e Estado.
Palavras Chave: Serviço Social. Código de Ética. Homoafetividade.
1. INTRODUÇÃO
Ao iniciar o Artigo pretende-se fazer um resgate histórico da profissão para entender melhor se posicionamento frente às uniões homoafetivas. O aspecto da historia do Serviço Social que surge com a emergência da questão social com o desenvolvimento e acumulação capitalista, o surgimento da classe operaria e as tentativas empregadas pela burguesia para manter as classes subalternas em condição de mera força de trabalho. O surgimento das mazelas sociais como fruto da divisão de classes proletariado X burguesia é marco determinante para a fundação do Serviço
Social enquanto profissão, a exploração de uma classe sobre a outra e essa nova profissão como um instrumento para a manutenç ão do sistema econômico capitalista, desenvolvendo ações patrocinadas pela burguesia na perspectiva de atenuar os problemas sociais. Os aspectos políticos, econômicos e sociais da década de 30 sobre égide de Getulio Vargas que fica conhecido por desenvolver ações paternalistas como forma de conter