As caamdas do invisível do poema menino do mato
1609 palavras
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AS CAMADAS DO INVISÍVEL NO POEMA MENINO DO MATO DE MANOEL DE BARROS1. Resumo
O presente plano de trabalho visa a análise e correlação entre o poeta Manuel de Barros e as camadas invisíveis presentes no poema “menino do mato”. A análise se faz a partir da concepção de movimento, produzido pelo engenho e fazer do poeta, que se afirma na formação de camadas no interior das palavras e sentenças, ou seja, atrela-se a visão de mundo e pessoalidade do autor à pluralidade do signo enquanto detentor, em si mesmo, de infindáveis significações que só são expostas através dos usos e mecanismos sintático-semântico do texto. Considerando que o externo e superficial do signo representa um pequeno percentual de sua capacidade de significações, analisamos os vocábulos pela perspectiva de infinitude, no que concerne ao seu desgaste semiótico, afirmando a teoria de que as palavras guardam os segredos da vida.
2. Tema
As camadas do invisível no poema Menino do mato de Manoel de Barros.
3. Problema
Qual a correspondência entre linguagem e movimento, a partir da relação entre o poeta e as camadas invisíveis do poema?
4. Hipótese
A correspondência entre linguagem e movimento, que ocorre nos poemas de Manoel de Barros, está no desvelamento, que se dá ao percorrer por entre as camadas do invisível, desnudando a verdade e a liquidez das palavras, onde habitam os seus “subtendidos”.
5. Justificativa
Devido a versatilidade do signo e a sua capacidade de transformação e desdobramento em inúmeras significações na escrita de Manoel de Barros buscamos identificar na perturbação das palavras as camadas do invisível presentes no poema “Menino do mato”.
É indiscutível que as palavras na literatura são incertas, sempre em movimento, muito além da objetividade dos signos, elas detêm o poder da imersão, escondendo em si mesmas o sentido das coisas, enquanto que cada coisa tem seu infinito.
Tornando-se então necessário “desver” o mundo para transpor o plano