Articula O Entre Textos
Bruna de Cassia Pedro
O presente texto visa unir e articular o diálogo entre tais textos, com o objetivo de complementar e colaborar na aquisição mais ampla do entendimento de regras, tendo em vista que o foco dos textos lidos é o comportamento governado por regras, em perspectivas e as diversas possibilidades de análise. Em alguns textos o assunto é abordado a partir de métodos e pesquisas experimentais, cujo objetivo é compreender e determinar o responder de alguns indivíduos frente a situações onde o responder, seguindo a regra, diminui a taxa de reforçamento. Já em outros textos, o termo regra para a análise do comportamento, é conceituado mostrando de que forma essa abordagem científica entende a regra e seus subprodutos. E finalmente, os textos práticos (clínicos), que enaltecem as conseqüências do seguir ou não regras, num contexto psicoterápico.
Conceitualmente falando, vimos que Skinner (1966) aponta sobre comportamento modelado por contingências, ou seja, um organismo se comporta de uma determinada forma com uma dada probabilidade porque o comportamento foi seguido por um determinado tipo de conseqüência no passado. Porém, ao observar organismos que também são verbais, no caso sujeitos humanos, notamos que parte do repertório não é adquirido apenas após longas e consecutivas exposições às contingências de reforço, mas também via regras. Desta forma, entendemos regra como a descrição verbal de uma contingência, que pode ser uma descrição completa, ou incompleta, e outra condição para considerarmos tal descrição como regra é a alteração da probabilidade de emissão de um comportamento (SD). (NICO, 1999)
O comportamento de seguir regras obtém então reforço de duas fontes distintas, o comportamento propriamente dito (o fato de seguir a regra é reforçador) e a conseqüência liberada por quem deu a ordem. (nesse caso podemos estar falando de controle social no seguimento da regra). Estímulos