Arquitetura em níveis para dw
Rosângela Nóbrega
Brasília, setembro de 2007
Introdução
Os sistemas de informações gerenciais baseados na tecnologia de data warehousing (sistemas DW) são diferentes dos sistemas convencionais de informações gerenciais em diversos aspectos. Entre as diferenças mais notáveis está o fato de ser o próprio usuário final do DW que elabora suas consultas, utilizando para isso uma ferramenta de software genericamente conhecida como “Ferramenta de Olap”.
Como é o usuário que “vai” ao banco de dados para selecionar as variáveis que comporão sua consulta, o modelo de dados do DW precisa ser um mapa que represente o negócio e que, portanto, faça sentido para alguém que não seja profissional de informática.
O modelo dimensional (MD), que surgiu com a tecnologia de DW, apresenta o “sabor” do negócio. É um modelo que captura a semântica do negócio, reproduzindo-a na linguagem de comunicação entre os usuários e o sistema informatizado. Em contrapartida, o modelo entidade x relacionamento (MER), utilizado para projetar o banco de dados, é um modelo com o “sabor” da informática, atende à necessidade de comunicação entre os membros da equipe técnica de informática.
Um modelo dimensional corretamente construído apresentará necessariamente como característica mais marcante a compreensibilidade para o usuário final do sistema DW.
As variáveis que compõem o MD classificam-se em métricas e dimensões. Métricas e dimensões formam estruturas no formato radial, com as métricas no centro e as dimensões ao seu redor. Devido à sua forma radial, essas estruturas são chamadas de estrelas.
Os primeiros sistemas DW desenvolvidos no Serpro tinham um modelo dimensional composto por uma única estrela ou, no máximo, por duas estrelas. A própria equipe de desenvolvimento resistia ao máximo em aumentar a quantidade de estrelas no sistema DW, pois isso poderia levar a um modelo que não fosse