An lise cr tica do Manifesto dos Pioneiros da Educa o Nova
Nesta época o Brasil passava por grandes transformações no campo político, social e cultural do tempo da revolução de 30, liderada por Getúlio Vargas e pela Aliança Liberal. Em Março de 1932, foi publicado foi nos jornais de todo o Brasil, o manifesto dos pioneiros da educação nova, um projeto que visava à reconstrução e organização educacional do Brasil. Este manifesto foi escrito por 26 homens e 3 mulheres, educadores e intelectuais de renome liderados por: Fernando de Azevedo, Lourenço Filho e Anísio Teixeira, conhecidos como os três cardeais da educação e inspirados e influenciados pelas idéias da escola nova de Dewey e Durkheim. Este manifesto gerou muita polêmica, principalmente pelos católicos, pois a Igreja monopolizava a educação desde a época da colonização, com uma educação elitista que não se somava ao contexto social, com salas precárias e ensino de baixa qualidade, era extremamente passiva, verbalista e tradicionalista. A reforma defendia a idéia que os alunos fossem educados de acordo com suas aptidões naturais, que fosse baseada na coeducação, que a escola fosse laica, que a escola utilizasse de todos os meios possíveis para uma boa educação, como: atividades lúdicas, alegres, espontâneas, estímulo constante ao educando. O plano era dividir a educação em quatro grandes períodos: escola infantil, escola primária, escola secundária e educação superior. Na escola secundária alunos de todas as classes sociais teriam uma sólida base de cultura geral em três anos, depois disso de acordo com suas aptidões naturais eles se dirigiam para um estudo de preponderância intelectual ou manual. O manifesto definia o papel do estado em relação à educação no país, dizia que a educação seria direito de todos e responsabilidade do estado prover os meios para isso, garantido a todos sem distinção de cor, sexo ou classe social sua progressão até o nível superior e defendiam a profissionalização do professor em