Amor na contemporaneidade
“Faz parte do trabalho do terapeuta restaurar no homem as feridas do desamor, resgatando nele a possibilidade amorosa. È o amor a serviço do resgate da amorosidade.”
O amor tem sido centro da atenção humana há muito tempo e muito já se escreveu sobre o tema; é assunto constante em poesias, musicas, filmes, novelas e livros. E mesmo sendo explorado há tanto tempo, ainda é um tema absolutamente atual nos tempos em que o homem têm se voltado cada dia mais para seu sistema econômico capitalista predatório sem se dar conta que está se ilhando em meio a seus semelhantes. As relações tem se tornado cada vez mais liquidas e instáveis, onde cada vez mais a psicoterapia tem sido procurada na tentativa de superar esse vazio liquido existencial, que prejudica a qualidade e a capacidade de relacionamento das pessoas.
O amor se encontra colocado como objeto obscuro e desconhecido. Nos esquecemos que precisamos permitir que possamos ser tocados por “algo” para que possamos desfrutar novamente das cores que o mundo tem a nos oferecer.
Este trabalho visa compreender como se da esta relação de amor entre o terapeuta e o paciente e como o amor pode ser compreendido como possibilidadede cura.
Na contemporaneidade temos relacionamentos configurados no conceito EU-ISSO. Segundo Buber (1974) no modelo de relação EU-ISSO convertemos o parceiro da relação em objeto, um objeto empírico de uso, isto é, tenho um relacionamento de uso.Trata-se então de uma configuração unidirecional de relacionamento entre o Eu (Egótico) e um objeto manipulável (lsso), uma relação em que não envolvemos a totalidade de nosso ser, apenas parcialmente. O presente estudo busca entender até onde em uma terapia existencialista fenomenológica essa relação EU-ISSO permanece, em contra partida com a relação EU-TUonde, ainda em Buber. Temos uma relação ontológica onde nos envolvemos enquanto totalidade de ser, o que possibilita reciprocidade. O TU é relação e relação quer dizer um processo vivo,