Altos índices de desemprego favorecem economia do medo. Paul Krugman
[...]Os republicanos no Congresso insistem que se uma pessoa não encontrou um emprego após meses procurando, é porque não deve ter tentado o bastante. De modo que ela precisa de um incentivo extra, na forma de puro desespero. [...]. Algumas pessoas querem que você acredite que as relações de emprego são iguais a qualquer outra transação de mercado; [...].O fato é que o emprego geralmente envolve uma relação de poder. Você tem um chefe que lhe diz o que fazer, e se você se recusar, pode ser demitido. [...] Logo, o emprego é uma relação de poder e o desemprego elevado enfraqueceu enormemente a posição já fraca dos trabalhadores nesse relacionamento. [...] E o risco de pedir demissão é muito maior quando o desemprego é alto e há muito mais pessoas procurando emprego do que abertura de vagas de trabalho. [...] Os pedidos de demissão despencaram durante a recessão de 2007-2009 e se recuperaram apenas parcialmente, refletindo a fraqueza e inadequação de nossa recuperação econômica.
[...] Os lucros das empresas despencaram durante a crise financeira, mas rapidamente se recuperaram e continuam subindo. [...] Nós não sabemos quanto desse aumento do lucro pode ser explicado pelo fator medo --a capacidade de espremer os trabalhadores que sabem que não têm outra opção. [...] um grande motivo para a redução do desemprego não ser uma prioridade política é que a economia pode estar ruim para os trabalhadores, mas a América corporativa vai muito bem, obrigado. [...] com alguns argumentando que o populismo e as condenações à desigualdade são uma distração, que o pleno emprego deveria ser a prioridade. [...] os mercados de trabalho fracos são o principal motivo para os trabalhadores estarem perdendo terreno, e o poder excessivo das empresas e dos ricos é o principal motivo para não estarmos fazendo nada a respeito do desemprego.