12- Estado de tensões e critérios de ruptura
12.1- Coeficiente de empuxo em repouso
A tensão normal no plano vertical depende da constituição do solo e do histórico de tensões a que ele esteve submetido anteriormente. Normalmente, ele é referido à tensão vertical, e a relação entre tensão horizontal efetiva e a tensão vertical efetiva é denominada coeficiente de empuxo em repouso e indicada pelo símbolo .Se um solo é formado pela sedimentação livre dos grãos, ao se acrescentar uma nova camada de material, a tensão vertical num plano horizontal aumenta em um valor igual ao produto do peso específico pela espessura da camada. As tensões horizontais também aumentam, mas não com o mesmo valor, em virtude do atrito entre as partículas.
Deve-se chamar atenção para o fato de que o é definido em termos de tensões efetivas. As pressões neutras são iguais em qualquer direção, pois a água não apresenta qualquer resistência ao cisalhamento. As tensões totais, são a soma das tensões efetivas (horizontal diferente da vertical) e das pressões neutras (horizontal e vertical iguais).
Solos residuais e solos que sofreram transformações pedológicas posteriores apresentam tensões horizontais que dependem das tensões internas originais da rocha ou do processo de evolução que sofreram. O valor de desses solos é muito difícil de se avaliar.
12.2- Tensões num plano genérico
Num plano genérico no interior do subsolo, a tensão atuante não é necessariamente normal ao plano. Para efeitos de análises, ela pode ser decomposta numa componente normal e noutra paralela ao plano, como se mostra na figura. A com componente normal é chamada de tensão normal, , e a componente tangencial, tensão cisalhante, , embora elas não sejam tensões que possam existir individualmente.
Em qualquer ponto do solo, a tensão atuante e sua inclinação em relação à normal ao plano variam conforme o plano considerado. A maior delas é a tensão principal maior, , a menor é a tensão principal menor, , e a outra